Dentre as diversas definições de Capital Intelectual, vale a pena citar a metáfora empregada por Edvilson: "Se considerarmos uma empresa como organismo vivo, digamos uma árvore, então o que é descrito em organogramas, relatórios anuais, demonstrativos financeiros trimestrais e brochuras explicativas constitui o tronco, os galhos e as folhas. O investidor inteligente examina essa árvore em busca de frutos maduros para colher. Presumir, porém, que essa é a árvore inteira, por representar tudo o que seja imediatamente visível, é certamente um erro. Metade da massa, ou o maior conteúdo dessa árvore, encontra-se abaixo da superfície, no sistema de raízes".
Em analogia ao iceberg, que mostra apenas 20% do seu real tamanho, estamos falando aqui sobre como acessar os 80% que estão abaixo da superfície. Em outras palavras, devemos realmente deixar de gerenciar o Capital Intelectual, levando em consideração que, na Gestão Empresarial, 20% têm a ver com dinheiro e 80% com pessoas, pois são elas que criam valor?
O foco mudou de disseminação da informação para o uso da informação, tanto para tomada de decisão como para geração de conhecimento. "Uma pessoa pode até receber mais informações graças à tecnologia, mas, se não possuir a capacidade necessária para aproveitá-las, não adianta". (Peter Senge)
Por que a Gestão Empresarial precisa do Capital Intelectual com suporte da Tecnologia de Informação e Comunicação - TIC? Para garantir a evolução dos negócios: a sobrevivência tem regras severas! Para melhorar a qualidade dos serviços: o cliente não reage, ele se vinga! Para reduzir a mobilidade de pessoas: o conhecimento vai com eles - embora! Para facilitar o aprendizado organizacional: um exercício de todos os dias! Para criar novas competências e gerar novos negócios: "cobra parada não caça o sapo"...
Surge a questão: como usar a TIC com seu software em benefício do Capital Intelectual, o peopleware, com seu potencial intelectual para gerar inteligência na Gestão Empresarial, o managementware? Aqui algumas dicas:
1 - No âmbito Estrutural, utilize softwares empresariais como: “Balanced ScoreCard”, para transformar sua estratégia em ação e resultado; “Business Intelligence”, para acessar dados e explorar informações; “Supply Chain”, para mapear a cadeia de suprimentos sob o aspecto “quanto custa atender o cliente xy”; “Planejamento e Controle Orçamentário”, para preservar sua liquidez.
2 - No âmbito Humano, utilize softwares empresariais como: “Gestão do Capital Humano”, para alavancar a inteligência corporativa através do uso do conhecimento dos colaboradores e da transformação deste conhecimento em resultados; “Administração de Pessoal”, para assegurar a atração e seleção eficazes de talentos e líderes, confrontando competências e comportamentos exigidos com a avaliação dos candidatos e “Gestão de Recursos Humanos”, para mapear o capital intelectual individual, a base para viabilizar uma gestão de performance.
3 - No âmbito Cliente, utilize softwares empresariais como: “Customer Relationship Management”, para qualificar qualidade, preço e serviço contra a expectativa do cliente; “Call Center”, para responder onde estão os clientes e como tem sido o desempenho do atendimento; “Automação Comercial”, para apoiar a gestão comercial desde controles relacionados na frente da loja até a gestão financeira de materiais - compras e estoque, levando, assim, à equação de controles automatizados versus gestão de vendas, e “Ecossistema de Negócios”, para possibilitar uma maior interação entre a empresa e as pessoas, gerando soluções de valor agregado e reais vantagens competitivas para o Cliente.
Sugerimos a aplicação, total ou parcial, e enfrentar o desafio na prática: "alavancar os 80% da Gestão Empresarial". |