Hoje, a maioria dos profissionais oscila entre o medo da própria coragem e o otimismo não-sustentável, ou seja, existe um certo desnorteamento: somos pessimistas demais, vítimas da omissão, ou somos otimistas demais e nos tornamos vítimas da utopia. A saída deste impasse não é optar por um extremo. O equilíbrio é a melhor saída: achar o ponto exato do otimismo que leva a uma atitude vencedora. Otimismo sozinho não resolve e pessimismo atrapalha.
Creio que este meio termo está no que chamo de autogestão do otimismo: o indivíduo assume a total responsabilidade pela gestão sobre si, sem a necessidade da interferência externa. Ser otimista é um estado de espírito, uma questão comportamental, um patrimônio seu. É preciso pilotar nosso empreendimento "Vida e Carreira S/A", aceitando que não existe vôo sem risco e nem empreendimento sem exposição a situações de risco.
Trata-se de algo que aprendi ao longo da vida. A minha mudança para o Brasil – sou natural da Alemanha - provocou fortes questionamentos por parte de familiares, parentes e amigos. A maioria me perguntava: "E se você perder seu emprego?". Minha resposta era: "Essa alternativa não faz parte do meu projeto. Vou trabalhar para não acontecer isso!".
Fiz viagens de negócios para lugares exóticos como África, Oriente Médio e América Latina. Sempre era questionado a respeito dos riscos de doenças, guerra na área do Golfo e guerrilha na Colômbia e em El Salvador.
Meu argumento? Não existe negócio sem risco!
No entanto, há uma distância grande entre acreditar e realizar. Para encurtá-la, é preciso utilizar nosso potencial individual. Sob este aspecto, ser otimista faz toda a diferença: diversão e alegria são ingredientes básicos para superar limites. É preciso expandir internamente, oxigenar a mente com conhecimentos novos e se autopropulsionar por meio de projetos novos. Cair e levantar faz parte do jogo. Corrigir o passado e comandar o futuro: é esta a polaridade do sucesso – em particular, na Gestão Empresarial.
Alegria de viver e higiene mental, aliadas ao tripé do pragmatismo - entusiasmo, coragem e força de vontade - perfazem a arte de viver. Faz parte desta caminhada uma dose de superestimação do próprio potencial; caso contrário, não se sai da zona de conforto. A zona de desconforto – o estresse positivo – leva ao teste da autosuperação: quebrar a barreira dos nossos limites, a barreira entre aquilo que você é e aquilo que o sucesso é capaz de agregar para o seu bem-estar – e, por tabela, para sua Gestão Empresarial.
O indivíduo torna-se acionista do seu empreendimento "Vida e Carreira S/A", que zela pelo bom desempenho das ações da empresa "Eu". Em outras palavras, ele manifesta a vontade de (sobre)viver, transformando-se, assim, num solucionador profissional de problemas. Quando falo sobre a ditadura do otimismo, refiro-me a várias situações comuns hoje em dia: um modismo que prega a idéia de que basta querer; as palestras mirabolantes sobre "Saiba o que você quer", que deixam o participante com a pergunta "E agora, como fazer?", ou os exageros do tipo "Toda galinha pode virar uma águia".
O empreendedor na sua Gestão Empresarial é otimista, mas não quer nem pode ser iludido. Ele acredita nas possibilidades que a vida, a carreira e a organização onde trabalha oferecem e trabalha para transformar idéias em soluções e resultados de impacto. Quando se é otimista, o risco ganha a forma de um desafio, um desejo, um destino, o dia “D “, em que se pode abraçar a oportunidade de testar e superar limites. O processo do sucesso é: pense no seu objetivo, sonhe com ele, dia e noite. Preserve o entusiasmo, formule metas, aja rápido, zele pela credibilidade e nunca desista. O vencedor luta sempre.
O otimismo torna o profissional mais empregável, “pois desenvolvendo a autogestão do otimismo, a pessoa evidencia a paixão pelos 3 R´s: Risco – Relações – Resultado.
A Gestão Empresarial moderna trata a mudança como algo inerente à natureza humana e, portanto, à natureza do negócio com sua equação Percepção + Propulsão = Mudança. |